TIGblogs TIG | TIGblogs GRUPO TIGBLOGS ENTRAR INSCREVA-SE
- é só uma experiência...
- é só uma experiência...
« anterior 5


Silvia e as apostas do The Industry Standard

Volta e meia eu participo de uma previsão que o The Industry Standard propõe. A última que participei foi se Yahoo aceitaria a compra pela Microsoft, em que apostei S$ 10.000 e ganhei. A grana é virtual, obviamente — Standard Dollars. O "jogo" é baseado em participações e apostas nas proposições do Standard. A participação é parte do jogo, tanto por apostar numa proposta, quanto sugerir previsões

April 2, 2008 | 11:04 AM Comentários  0 comentários

Tags:


Uma conversa telefônica sem voz já é possível

Imagine aquelas conversas que você presencia, mesmo não querendo e até mesmo detestando ouví-la. Isso é lugar comum em bancos, bares, livrarias, metrô... E aquela pessoa que fala bem alto não parece estar dando a mínima para o que os outros em volta pensem sobre o que está acontecendo. Bastante falta de educação e respeito? talvez.

Por outro lado, imagine pessoas que estão temporaria ou

March 17, 2008 | 11:03 AM Comentários  0 comentários

Tags:


Competência Negativa

Marvin Minsky(*)

Existe uma idéia popular que diz: para que você entenda bem alguma coisa, é melhor fazê-la desde o começo para não cometer erros. Nós temos a tendência de pensar no conhecimento em termos positivos Marvin Minsky— e de pensar em especialistas como pessoas que sabem exatamente o que fazem. Mas se pode argumentar que muito da competência de um especialista tem origem no seu aprender de evitar os erros mais comuns. Quanto do aprendizado de cada pessoa tem esse caráter negativo? Deve ser difícil para cientistas medirem essa qualidade, porque o conhecimento de cada pessoa sobre o que não fazer não é mostrado abertamente no comportamento daquele indivíduo.

Este assunto é importante porque é possível que nossas acumulações mentais de contra-exemplos são maiores e mais poderosas que nossas coleções de exemplos e situações. Se isso ee verdade, então é também possível que pessoas possam aprender mais do reforço negativo que do positivo? Muitos educadores pensam que o aprendizado funciona melhor quando é agradável e prezeroso — mas isso não leva em conta o valor da experiência de frustrações, falhas e decepções. Além disso, muitos sentimentos que consideramos positivos (beleza, humor, prazer e determinação) podem resultar da censura de outras idéias, da inibição de atividades concorrentes e da supressão de metas mais ambiciosas (assim, ao invés de ser positivos, aqueles sentimentos podem realmente refletir o resultado de duplos negativos inconscientes).

(Este texto é parte de um artigo publicado por Marvin Minsky no wiki da OLPC)

(*) Marvin Minsky, um dos fundadores do MIT AI Lab (hoje parte do CSAIL), é Toshiba Professor de Artes e Ciências da Mídia e Professor de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação no MIT.


March 6, 2008 | 10:03 AM Comentários  0 comentários

Tags:


Raso e inconseqüente

Matéria de ontem no IDGNow levanta uma lebre antiga: Uso do computador para tarefas piora desempenho escolar, conclui estudo

Ora direis... ouvir estrelas...

* * * * * * * *

Se olharmos o planeta Terra bem do alto, a ponto de caber numa tela de computador, achamos maravilhosa. Hoje o Google Earth nos permite fazer isso. E mais: podemos fazer a Terra girar artificialmente de qualquer forma, até mesmo contrariando o seu movimento regular; podemos voar de um ponto a outro numa velocidade espantosa; podemos subir e descer, para visitar lugares nunca dantes pesquisados ou sequer pisados. Uma beleza!

Se descermos a altitudes, digamos, mais "normais", conseguiremos apreciar suas nuances, suas característcas, suas diferenças. Se chegarmos mais perto, podemos ver detalhes ainda mais interessantes, até mesmo cenas inusitadas, talvez incompreensíveis, mas reais.

Se chegamos mais perto ainda, a ponto de ver construções, coisas feitas pelo homem — dito ser seu mais inteligente habitante, veremos coisas extraordinárias, algumas até esquisitas, mas tá tudo lá, com maior ou menor definição.

Com o Google Earth é possível ver cenas de vilarejos destruídos na região de Darfour, entender um pouco mais sobre o Tchad, conhecer a rota da seda, saber onde fica Timbuktu ou a favela da Rocinha; até mesmo possível descobrir novas formações de raros recifes de coral na Austrália. Entretanto, é preciso estudar cada detalhe de cada fato, cientificamente, e de forma não-isolada, para compor a informação que se deseja propagar.

A Estatística é uma filha fenomenal da Matemática. Mas como sua lingua-mãe, seu bom uso requer olhar sistemático, muitas vezes parametrizado sobre fenomenos ou fatos, com a profundidade necessária do que se quer estudar. Por si só, a Estatística não conclui nada; é preciso alguma ajuda de algoritmos, métodos e formas de interpretação, que permitem concluir alguma coisa ou, no mínimo, inferir.

* * * * * * * *

O artigo em questão tenta resumir o estudo Desvendando mitos: os computadores e o desempenho no sistema escolar, publicado em uma revista científica — SciELO — da Universidade de Campinas.

Esse estudo se vale essencialmente de um censo escolar (2003), o SAEB de 2004 e o Mapa da inclusão Digital (FGV, 2003). Profundos estudos estatísticos que foram resultados de horas e horas debruçados sobre alguns fatos isolados. Fatos estes que, com ajuda de algoritmos e brilhantes metodologias interpretativas, levaram às conclusões expostas no estudo.

Os pesquisadores-autores concluiram (?) que "...Hoje a ideologia dominante é claramente favorável ao maior uso de computadores nas escolas e nos lares. Assim, quando se apresentam resultados que vão contra posições dominantes, é de se esperar uma avaliação muito mais política do que científica dos mesmos. Como equipe de pesquisadores, não temos medo desta avaliação crítica, acreditamos que nossos resultados são dignos de confiança, não estão incompatíveis com a bibliografia científica internacional dominante e certamente devem estimular novos estudos. Mas, também, nossos resultados devem inspirar profundas interrogações entre todos aqueles que apóiam o uso de computadores no sistema escolar e nos lares e telecentros da nação, em nome da luta contra uma suposta 'desigualdade digital'. É preciso notar que, muitas vezes, a aplicação do conceito de 'desigualdade digital' é estranhamente separada de uma discussão mais ampla sobre as desigualdades profundas da sociedade brasileira. Nossos resultados indicam que a criação de maior 'igualdade digital' pode levar não a simples reprodução da desigualdade social pelo sistema escolar, identificada há mais de 30 anos na França (Bourdieu & Passeron, 1975; Baudelot & Establet, 1971), mas a um efeito ainda mais perverso: a ampliação das desigualdades! Seria uma triste ironia, resultado de políticas mal pensadas e também da fragilidade das investigações científicas críticas no campo em questão."

Numa entrevista à FAPESP, um dos autores chegou a dizer: “Idéias como a de dar um laptop para cada criança parecem péssima opção, principalmente considerando que ele piora o desempenho escolar entre as crianças mais pobres. Corremos o risco de transformar a inclusão digital em uma exclusão educacional.

Fantástico!

* * * * * * * *

Assim, e com observações sistemáticas sobre Darfour, Tchad e Timbuktu, pode-se chegar à conclusão — pouco disputada, creio eu — que o Saara é um deserto!

* * * * * * * *

Concluo:

Se, baseado em consagrados estudos estatísticos internacionais, os computadores são perversos no desempenho escolar de crianças mais pobres, temos as seguintes alternativas:

a) exterminar todos os pobres em idade escolar em todas as regiões do planeta (*);
b) acabar de uma vez por todas com essa coisa perigosa, danosa, vulgarmente conhecida como computador;
c) banir completamente a Estatística — por decreto;
d) reformar radicalmente a Educação

Particularmente, prefiro a última.


(*) nota: consta que Herodes já tentou algo parecido há alguns anos, em escala menor, mas sem muito sucesso.


February 13, 2008 | 9:02 AM Comentários  0 comentários

Tags:


O Cinema Brasileiro digitalizado, disponível e de graça!

Nem tudo está perdido na Cidade Maravilhosa. Ainda não está pronta a Cidade da Música — está prevista para maio deste 2008, mas já temos uma cinemateca com acervo digital que, a julgar pelas notícias divulgadas, é a primeira.

Muito bom!

* * * * * * *

Cinemateca Rio

A partir de quarta-feira, o projeto Cinemateca Rio abre suas portas à visitação pública, das 12h às 20h, nas Casas Casadas, em Laranjeiras (foto acima, de Sergio Pereira, via Flickr). A inciativa, promovida pela prefeitura e administrada pela RioFilmes, oferece acesso gratuito a 14 terminais com monitores de 19 polegadas e acervo de 90 filmes brasileiros em arquivos digitais. Dentre as obras que podem ser assistidas estão Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, Os Matadores, de Beto Brant, Filme de Amor, de Júlio Bressane, Casa Grande & Senzala, de Nélson Pereira dos Santos, Louco por Cinema, de André Luiz Oliveira, Dois Perdidos numa Noite Suja, de José Joffily, e Estorvo, de Ruy Guerra.

(fontes: Jornal do Brasil e release da Prefeitura)

Os apaixonados pela sétima arte ganham em breve mais um espaço exclusivo para seu deleite. Se você vai a locadoras atrás de filmes quase impossíveis de se encontrar, mantém em casa aquele videocassete antigo só para assistir a raridades que não foram remasterizadas ou acha muito caro o preço atual dos cinemas, pode comemorar.

Se você não tem muita afinidade com computadores, fique tranqüilo. O funcionamento é muito simples. É só entrar, buscar o filme preferido nos arquivos do computador, colocar o fone de ouvido e assistir. O usuário poderá selecionar facilmente o que quiser assistir por um programa de busca. A procura será por tema, título ou diretor.

(Philips: Simplescidade / Rio de Janeiro)

Outra novidade é que estão em processo de instalação duas salas de cinema, com abertura prevista em agosto. No mesmo espaço em Laranjeiras também está localizada a sede da RioFilmes.

"Neste primeiro momento, o público terá acesso apenas aos longa-metragens que foram distribuídos pela RioFilmes - explica Antônio Urano, diretor comercial da empresa. - Até agosto espero que possamos oferecer mais de 200 filmes.- A idéia é transformar as Casas Casadas em um centro cultural, pois é um espaço amplo. Já estão funcionando cafeteria, livraria e espaço para shows", conta Urano.

O objetivo do projeto é que, em dois anos, todo o acervo do cinema brasileiro esteja digitalizado e disponível para acesso, fazendo com que ele se torne centro de referência do audiovisual e fonte de pesquisa para estudiosos, cinéfilos e público em geral, do Brasil e do exterior. Outros trabalhos audiovisuais que foram produzidos pela (ou contaram com o apoio da) prefeitura também poderão ser em breve assistidos.

"É um projeto que tem que ser continuado. É uma idéia revolucionária", entusiasma-se o diretor.

Ele conta que, ainda neste ano, a RioFilmes vai escolher mais 10 lugares da cidade para criação de novas unidades da cinemateca.

"O projeto geral prevê a expansão para mais 40 lugares. Queremos levar nosso acervo aos espaços mais distantes do Rio, como Bangu e Campo Grande. A Cinemateca Rio é um modelo que será aplicado em outros pontos, que podem ser instalados em locais pertencentes à prefeitura, como bibliotecas e centros culturais."

(Ministério da Cultura)

O lugar também vai contar com cafeteria, livraria e espaço para shows, formando um centro cultural. A entrada é franca. A Cinemateca fica na Rua Leite Leal 11, Laranjeiras, e funcionará de quarta a domingo, das 12h às 20h30.

A Cinemateca fica na Rua Leite Leal 11, Laranjeiras, Rio de Janeiro, e funcionará de quarta a domingo, das 12h às 20h30.

February 12, 2008 | 8:02 AM Comentários  0 comentários

Tags:


« anterior 5


Paulo Drummond Perfil

Paulo Drummond amigos


Posts mais recentes
Silvia e as apostas do...
Uma conversa...
Competência Negativa
Raso e inconseqüente
O Cinema Brasileiro...

Arquivo mensal
Novembro 2005
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008

Mude a Língua


Arquivo Tags
educação ning redes redessociaisdigitais uca

Amigos
Cathy Henry


6852 views
Importante Repúdio