Participo de uma dúzia de redes sociais digitais, umas com maior, outras com menor participação. Estou sempre querendo entender os focos diretos e difusos, as vantagens de estar numa ou noutra e o que posso conseguir com cada uma delas. A mais antiga é de 1998 e a mais nova, de 2008.
O fenômeno do networking digital, portanto, não é novo. Seus prinicpais conceitos foram estabelecidos há um pouco mais de dez anos, mas principalmente por Manuel Castells. McLuhan pode ser um dos avós, mas pra mim, Castells é o pai. Seu "
The Rise of the Network Society" é considerado um marco. Eu tive um exemplar da primeira edição, mas emprestei: sumiu. Hoje, de posse de um exemplar da segunda edição, releio — com gosto — coisas que estão acontecendo mais ou menos como Castells escreveu em 96.
Castells também escreveu "
The Network Galaxy" (2001), outra obra seminal. Lá, mostra como todos podem ser editores de sua própria história, repórteres de seu próprio mundo. A introdução — "The Network is the Message" – parodia novamente McLuhan.
Outros autores, como Howard Rheingold, vão além da rede de computadores e mostram como as novas gerações abraçam a comunicação como parte estendida de seu próprio corpo.
Ora direis... se as novas gerações abraçam as comunicações dessa forma, então por que não usá-la como um pilar da educação moderna? O projeto UCA é isso: não são só computadores individuais; não são só computadores que se pode levar para casa e fazer a família, um núcleo real de aprendizado; não são só computadores que são os novos lápis, cadernos, bibliotecas... São instumentos de comunicação e formação de redes. Redes que transcendem a escola, a família e os companheiros reais. Redes que são instrumentalizadoras e catalizadoras de uma nova socialização, com uma dinâmica voraz. São redes de cooperação e compartilhamento. São redes indutoras de conhecimento.
Isso tem tudo a ver com Educação qu queremos hoje. Se a "intelligentsia" de Pindorama for capaz de perceber isto, a Educação Brasileira pode ter uma chance de chegar ao século 21. Se não, permanecemos no 19 (ou antes) com salpicos esparsos do 20.
Um blogueiro americano que costumo ler é
Cristopher Dawson. De quando em vez, escreve alguma coisa que interessa a outros mundos, além daquele ao norte, logo acima do Rio Grande, transcendendo a sua cidade de Athol, MA. Dawson é professor e administrador de uma escola e conta em suas crônicas as aventuras e desventuras de sê-lo. Numa dessas leituras redescobri
Ning, uma ferramenta fácil (com interface disponível em várias línguas, inclusive o Português), que permite a nós outros mortais construir a nossa própria rede social digital.
Essa é a minha rede mais recente.